Transparência não é exposição total. Dá para gerar confiança protegendo o que importa.
Pode (e deve) mostrar
- Nome e foto do beneficiado (com consentimento)
- Cidade e contexto da história
- Orçamentos e notas com valores
- Laudos médicos com CID — se a família estiver confortável
Sempre tarje
CPF, RG, endereço completo, telefone, número de conta, código de barras de boletos e qualquer documento de menor. Prints de conversa: apague nomes e números de terceiros.
Cuidados com menores e saúde
Menores: consentimento do responsável e bom senso redobrado. Diagnósticos sensíveis (HIV, saúde mental): a pessoa decide o quanto revelar — "tratamento de alto custo" já sustenta a campanha. A LGPD protege dados de saúde como sensíveis.
Como tarjar um documento em 1 minuto
- Tire print ou foto do documento;
- Abra no editor de imagens do próprio celular (o marcador/caneta serve);
- Cubra com retângulo sólido (nunca borrão ou rabisco fino — dá para reverter) os campos: CPF, RG, endereço, telefone, número de conta e código de barras;
- Deixe visíveis: nome, valores, data, emissor — o que dá credibilidade;
- Salve como cópia; não substitua o original, que você ainda vai precisar.
O que a internet nunca esquece
Tudo que você publica pode ser baixado e repostado — a campanha um dia sai do ar, os prints não. Por isso a régua de decisão não é "posso publicar?", e sim "essa informação pode existir para sempre fora do meu controle?". Se a resposta incomoda, tarje ou resuma. Confiança se constrói com contexto e comprovação, não com exposição.
Consentimento na prática
- Adultos: uma mensagem clara ("posso usar essa foto e contar sua história na campanha?") com a resposta guardada;
- Menores: autorização do responsável legal — e evite uniforme escolar, endereço e rotina identificáveis;
- Pessoas em situação vulnerável (saúde grave, luto): pergunte de novo antes de cada material novo; consentimento não é cheque em branco;
- Fotos de terceiros ao fundo: prefira enquadramentos limpos ou desfoque quem não autorizou.
Perguntas frequentes
Preciso publicar laudo médico para a campanha ser aprovada?
Não — documentos enviados à verificação da plataforma são privados. O que vai para a página pública é escolha sua; o selo de identidade verificada já sinaliza a checagem sem expor nada.
Alguém repostou a campanha com deboche/dados. O que fazer?
Registre prints, denuncie na rede social (violação de privacidade) e, se houve exposição de dados pessoais, a LGPD e o Marco Civil dão base para exigir remoção. O suporte da Hopefy também pode orientar nos casos ligados à campanha.